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PROJETO DE PESQUISA

  O espaço público contemporâneo:  
 cotidiano e práticas na paisagem urbana latino-americana 

ETAPA 01

Espaço público no Brasil:
práticas, projetos e experiências — 1992–2026

 Espaços públicos e a cidade contemporânea 

O que as experiências brasileiras de produção de espaços públicos entre 1992 e 2026 podem revelar sobre as formas de planejar, desenhar, gerir e transformar a cidade contemporânea?

Poucos elementos expressam tão diretamente a qualidade da vida urbana quanto os espaços que compartilhamos. Ruas, calçadas, praças, parques, jardins, largos, espaços cívicos e áreas de convivência constituem parte fundamental da estrutura das cidades e, ao mesmo tempo, são lugares onde a vida cotidiana acontece. Nesses lugares, circulamos, permanecemos, encontramos outras pessoas, celebramos, protestamos, brincamos, descansamos e construímos formas de pertencimento.

Por isso, pensar o espaço público é pensar a própria cidade. Sua existência, distribuição, acessibilidade, qualidade e manutenção revelam escolhas sobre o que uma sociedade considera comum e sobre quem pode efetivamente usufruir dos benefícios da urbanização. O espaço público não é apenas o espaço residual entre edifícios ou um suporte físico à circulação: é também uma construção social, resultado de decisões políticas, econômicas, culturais e técnicas que se materializam no território.

​​ Uma chamada para construir uma memória da produção recente 

É a partir dessa trajetória que o OEP desenvolve o projeto de pesquisa “O espaço público contemporâneo: cotidiano e práticas na paisagem urbana latino-americana”, que busca reconhecer, analisar e sintetizar o que é geral, particular e singular nas práticas de planejamento, desenho e gestão que produzem os espaços públicos.
 

A primeira etapa da investigação será dedicada ao Brasil e reunirá experiências realizadas entre 1992 e 2026. A escolha desse intervalo busca abarcar não apenas a produção mais recente, mas também experiências formuladas e realizadas na década de 1990, período particularmente significativo para a transformação das agendas urbanas e para a consolidação de novas práticas de planejamento, desenho e gestão dos espaços públicos. O recorte permite, assim, reconhecer continuidades, deslocamentos e contribuições que moldaram a produção no século XXI.

O projeto prevê a reunião, avaliação e análise de projetos, planos, obras construídas e experiências de gestão, considerando também os processos envolvidos em sua concepção, implantação, manutenção e transformação. Podem ser indicadas experiências de diferentes naturezas, escalas e formas de atuação: desde intervenções pontuais em ruas, praças, parques e jardins até planos, programas, políticas públicas e iniciativas de gestão que tenham contribuído para a produção, qualificação ou transformação dos espaços de uso coletivo. Podem também ser indicados, por exemplo, programas de adoção ou de gestão de espaços públicos, legislações e instrumentos municipais que incidam sobre sua produção, qualificação, acesso, uso ou gestão, projetos de espaços livres vinculados a instituições ou empreendimentos privados e outras iniciativas que tenham produzido efeitos relevantes sobre a dimensão pública da cidade.

Se você participou da criação, do planejamento, do desenho, da execução, da implantação, da manutenção ou da gestão de um espaço público entre 1992 e 2026, queremos conhecer sua experiência.

Você também pode indicar uma experiência da qual não tenha participado diretamente, mas que considere relevante para a compreensão da produção de espaços públicos no Brasil. Nesse caso, pedimos que informe, sempre que possível, os profissionais, equipes ou instituições envolvidos, para que possamos estabelecer contato e aprofundar as informações posteriormente.

A chamada é aberta a arquiteto(a)s e urbanistas, planejadore(a)s, gestore(a)s públicos, pesquisadore(a)s, consultore(a)s, coletivos, escritórios e demais profissionais envolvido(a)s na produção desses espaços. Também podem participar gestores, instituições e outras pessoas que desejem indicar experiências relevantes, mesmo que não tenham participado diretamente de sua realização. 

A chamada não se limita a projetos premiados ou já publicados. Queremos reunir a diversidade das experiências brasileiras: projetos exemplares, experimentações, soluções inovadoras, intervenções de pequena escala, grandes operações urbanas, processos participativos, iniciativas comunitárias e também experiências que revelem dificuldades, conflitos, limitações e aprendizados.

Mais do que saber o que foi feito, interessa-nos compreender como e por que foi feito. Como surgiu a iniciativa? Quais problemas procurava enfrentar? Quem participou de sua concepção e implementação? Quais instrumentos de planejamento, desenho ou gestão foram utilizados? Como ocorreu a implantação? Como foi concebida a sua gestão? Que resultados, desafios ou aprendizados essa experiência gerou?

A participação começa com o preenchimento de um formulário simples, destinado a identificar e registrar, inicialmente, a experiência. Neste primeiro momento, não é necessário preparar um dossiê nem enviar todo o material do projeto. O formulário solicitará informações básicas sobre a experiência.

Após esse primeiro contato, a equipe do Observatório poderá solicitar informações e materiais complementares para o desenvolvimento da pesquisa!

Como

participar

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O material reunido será analisado e sistematizado pelo OEP como parte de uma investigação acadêmica de caráter qualitativo e comparativo. A intenção é identificar recorrências, particularidades, avanços, contradições e desafios da produção contemporânea do espaço público brasileiro e, posteriormente, colocá-los em diálogo com experiências de outros países latino-americanos.

Como resultado dessa primeira etapa, pretende-se organizar um livro de referência para profissionais, pesquisadores e estudantes, reunindo experiências capazes de contribuir para o debate sobre o futuro dos espaços públicos no Brasil.

Não se trata, portanto, de construir apenas um catálogo de obras. Trata-se de registrar uma parte da história recente da Arquitetura, do Urbanismo e da Arquitetura da Paisagem no país, reconhecendo as práticas profissionais que ajudaram a produzir nossos lugares comuns e procurando compreender o que elas podem nos ensinar sobre as cidades que queremos construir.

  Compartilhe sua experiência com o Observatório do Espaço Público!  

Ajude-nos a entender como planejamos, desenhamos, produzimos, vivemos e transformamos os espaços que pertencem a todos e todas.

Acesse o edital e confira as informações completas:

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