top of page
IMG_1067_edited.jpg
IMG_1070_edited.jpg

PRAÇA CARLOS GOMES

Fotografias: Equipe do Observatório do Espaço Público.

Fotografias: Equipe do Observatório do Espaço Público.

A PRAÇA

A Praça Carlos Gomes foi inaugurada em 1909, na época, Curitiba passava por um período de crescimento urbano e desenvolvimento cultural significativo e recebeu seu nome em homenagem a Antônio Carlos Gomes, um grande compositor brasileiro do século XIX. Carlos Gomes é conhecido mundialmente por suas óperas, sendo "O Guarani" uma das mais famosas. A escolha do nome reflete o reconhecimento da importância cultural do compositor para a música brasileira e internacional.

Localizada no centro de Curitiba, a Praça Carlos Gomes ocupa um espaço estratégico próximo a importantes edifícios históricos e culturais da cidade. Entre eles, destaca-se o Palácio Avenida, que já foi sede de importantes instituições bancárias e hoje é conhecido por seu tradicional espetáculo de Natal. A arquitetura da praça foi pensada para ser um ambiente acolhedor e funcional. Ela possui áreas arborizadas, bancos para descanso, caminhos para pedestres e um espaço central que é usado para eventos e apresentações culturais ao ar livre. A praça foi concebida não apenas como um espaço estético, mas também como um ponto de encontro e interação social para os moradores de Curitiba.

A primeira ocupação da atual Praça Carlos Gomes é datada desse mesmo período citado acima. Teriam fixado residência no local o engenheiro americano Maurício Lee Swain e sua esposa Sophia. Em 1884 – após a desapropriação do imóvel – ali seria demarcado a Praça Sete de Setembro. Passou a se chamar Praça da Proclamação em referência a República; e em 1896 ganharia a denominação atual como forma de homenagear o compositor Carlos Gomes.

 

Intervenções de fato no local começaram em 1903 – durante a gestão municipal de Luiz Xavier. A ideia era realizar estudos e levantamentos com o intuito de embelezar o logradouro. Os anos posteriores foram marcados pela formação de um comércio diversificado na região e também o processo de ajardinamento. 

Os prédios da sede da Gazeta do Povo, na Praça Carlos Gomes, são parte da memória afetiva de diferentes gerações de curitibanos. Afinal, foram milhares as pessoas que, diariamente, se dirigiram até lá para se informar sobre os fatos da cidade e do mundo ou para ver seus nomes nas edições extras que “voavam” das sacadas com a lista de aprovados no vestibular. O local onde hoje fica uma das portarias do jornal, na Rua Monsenhor Celso, já sediou o Quartel General do 5º Distrito Militar, entre 1906 e 1909, como aponta placa instalada no local.

Como as demais edificações do período, a casa tem traços ecléticos, como elementos decorativos e os frisos em alto relevo na fachada, a platibanda (que tem a função de esconder o telhado) e a sacada com gradil em ferro. Aliado a isso, mudanças na legislação urbana começaram a permitir que as casas fossem construídas com porões altos e afastadas umas das outras, o que permite maior ventilação e incidência da luz natural nos cômodos.

As reformas do local tiveram continuidade com o prefeito Cândido de Abreu. As melhorias – que incluíram lago (com uma queda d’ água) e um abrigo para cisnes – foram entregues acompanhadas de um grande público. Obras gerais (limpeza, conservação, e arborização) também receberam a devida atenção. Em 1925, o local ganhou uma escultura em bronze de Carlos Gomes realizada por João Turin; fato que representou uma conquista do Grêmio Musical Carlos Gomes – grupo de destaque para o progresso musical da capital paranaense.

FO4430(SN4423).jpg

Fonte: Centro de Documentação e Pesquisa Casa da Memória.

Além de sua função como espaço físico de convivência e lazer, a Praça Carlos Gomes é um marco histórico e cultural de Curitiba. Ela representa não apenas a valorização da arte e da música brasileira através da homenagem a Carlos Gomes, mas também a evolução urbana da cidade ao longo dos séculos. Como um ponto de encontro e um espaço de expressão cultural, a praça desempenha um papel crucial na identidade urbana de Curitiba.

FO3727(SN3675).jpg

Fonte: Centro de Documentação e Pesquisa Casa da Memória.

DATAS-COMEMORATIVAS---Carlos-Gomes---01-07-14.jpg

No decorrer dos anos, a Praça Carlos Gomes ganhou destaque com a urbanização; revestimento em petit-pavê; além de se tornar atrativo para comerciantes e moradores. As construções eram de variados estilos e funcionalidades. Um dos exemplos é o Pavilhão Carlos Gomes – que teve a inauguração em 1942 com a presença dos Irmãos Queirolo – e se tornou um espaço para espetáculos populares e frequentados por milhares de curitibanos.

Uma das praças mais arborizadas de Curitiba, situada no “Coração da Cidade”, é uma das poucas que mantém o aspecto original, com o lago e o castelo miniatura.

Fonte: IFolha.

A PASSAGEM DO TEMPO

Fontes: Centro de Documentação e Pesquisa Casa da Memória e Equipe do Observatório do Espaço Público.

PERCEBENDO O ESPAÇO

Fotografias: Equipe do Observatório do Espaço Público.

TEXTURAS

As texturas mais marcantes da Praça Carlos Gomes são derivadas das diferentes espécies vegetais que adornam o espaço, proporcionando uma variedade visual rica e interessante. Entre elas, destacam-se as raízes aéreas e entrelaçadas do Pinheiro de Madagascar, que trazem um aspecto exótico e incomum, e os troncos rugosos das Palmeiras, cuja textura irregular dá um toque de robustez ao ambiente. Também é possível observar as folhas lisas e elásticas do extenso de Kahili, que contrastam com outras folhas mais ásperas e delicadas, criando uma mistura de sensações táteis e visuais para quem caminha pelo local.

Os pisos da praça também representam significativamente para essa diversidade de texturas, principalmente com o uso do tradicional petit pavé, um mosaico em pedras que aqui forma símbolos musicais como homenagem ao compositor Carlos Gomes. A superfície das pedras polidas do mosaico português contrasta com as humanas marcantes do piso de ardósia, que delineiam as faixas de circulação e seguem o traçado do piso tátil, garantindo a acessibilidade e orientando os visitantes. Essas texturas do pavimento, ao mesmo tempo, proporcionam uma experiência visual e tátil interessante, além de uma forte identificação cultural.

Ao redor da praça, as edificações, com seus variados estilos modernos, apresentam uma ampla gama de texturas e materiais. Pinturas lisas em tons sóbrios, brises verticais que controlam a luminosidade e revestimentos metálicos metálicos criam um jogo visual complexo e sonoro. A aplicação de pastilhas coloridas, ornamentos de fachada e outros detalhes construtivos adicionam ainda mais camadas de textura. Essa grande diversidade, embora valorize a praça, também gera uma certa concorrência visual entre os elementos inovadores do entorno, o que pode, para alguns, caracterizar uma poluição visual na paisagem. Essa sobreposição de materiais e estilos variados cria uma interação curiosa e complexa entre o ambiente natural da praça e o cenário urbano que a circunda, reforçando a personalidade multifacetada e intensa do espaço.

CORES

Tendo em vista a vasta quantidade de espécies vegetais, predominam tons de verde das folhagens e algumas outras cores como vermelho e rosa provenientes das flores. Ainda, tons de marrom das troncos e cinzas das pedras no entorno do lago. 

Nos pisos, podemos destacar o contraste preto e branco da composição do petit pavet, assim como o cinza do piso de pedra ardósia que é cortado pela linha vermelha do piso tátil, no intuito de direcionar e promover acessibilidade ao público com deficiência visual. 

Ainda, nos mobiliários urbanos tais quais, bancas, postos de fiscalização, bancos, luminárias, protetores de passeio, pontos de ônibus prevalecem materialidades metálicas, com tons cinzas e mais escuros. 

 

Já o entorno da praça apresenta uma pluralidade de cores. Sendo a maioria estabelecimentos comerciais, as fachadas muitas vezes buscam chamar a atenção com cores vibrantes como a marcante fachada de revestimento metálico amarelo na Rua Pedro Ivo. Há também outras de tons verde, azul e rosa. As edificações e prédios mais altos possuem tons mais neutros, alguns claros e outros mais sóbrios. Essa diversidade de cores e concorrência na disputa de atenção, cria uma desarmonia que proporciona uma poluição visual na paisagem.

ODORES

No entorno da praça, é possível sentir odores relacionados a poluição característica do centro de metrópoles, oriundas da rede de coleta de esgoto, as impurezas lançadas no ar atmosférico pelos automóveis e os resíduos descartados nas lixeiras. 

No entanto, a vegetação contida na praça desenvolve um importante papel neste quesito. Além de absorverem poluentes e renovarem o ar, muitas espécies exalam perfumes, despertando uma experiência olfativa. 

SONS

Os sons percebidos na praça remetem a sua configuração, um espaço que traz a natureza para dentro da cidade. Por isso, quanto mais próximo a sua periferia você está, mais sons que remetem à cidade estão presentes. É possível ouvir o barulho dos automóveis que circulam nas ruas ao redor da praça, música dos estabelecimentos comerciais, conversas de pessoas que cruzam seu caminho… E quanto mais em direção ao centro da praça você caminha, é possível ouvir mais sons que remetem à natureza. O canto dos pássaros que ficam nas árvores, as folhas das árvores balançando com o vento e o som de água que vem da fonte localizada no centro da praça proporcionam a sensação de tranquilidade para o ponto central do oásis. 

IMG_1061_edited.jpg
IMG_1042_edited.jpg

Fotografia: Equipe do Observatório do Espaço Público.

SENSAÇÕES

A Praça Carlos Gomes, possui uma alta concentração de pontos de ônibus e comércios em seu entorno. Isso faz com que a praça seja amplamente utilizada e movimentada, o que proporciona a sensação de segurança. No entanto, o intenso fluxo de pedestres e automóveis juntamente com as diversificação de cores e texturas das fachadas do entorno, propiciam uma perturbação sonora e visual. 

Além disso, ao entrar na praça, alguns elementos reforçam questões relacionadas à insegurança, como as câmeras de vigilância, as placas de advertência sobre uso de drogas e os postos de fiscalização. 

Gradativamente, ao se aproximar do centro da praça, a vegetação e rua fechada criam um isolamento sonoro. Assim, o lago cria um ambiente tranquilo, as cores e texturas da natureza agregam na ambiência e os mobiliários possibilitam um ambiente de permanência, seja pelos bancos, a banca ou pelos comércios ambulantes que remetem a uma pequena feira. Esses aspectos contribuem para a sensação de tranquilidade, tornando propício para contemplação.

Fotografia: Equipe do Observatório do Espaço Público.

ARBORIZAÇÃO

Fotografias: Equipe do Observatório do Espaço Público.

Pinheiro-de-madagascar | Pandanus utilis Bory

Também conhecido como Pândano, o Pinheiro-de-madagascar é uma árvore de copa piramidal, pertence à família Pandanaceae. É nativa de Madagascar, perene (ciclo de vida longo, que dura mais de 2 anos), de crescimento lento chegando de 6-9 metros de altura. Suas raízes são aéreas, servem para a sustentação da planta; deve ser cultivado sob sol pleno ou meia-sombra, não tolera clima frio ou seco e o solo deve ser fértil. Tolerante à maresia, ventos e salinidade do solo.

Gengibre-de-kahili | Hedychium gardnerianum

Também conhecido como Gengibre-selvagem, é uma planta arbustiva de origem Asiática que além de bela, serve também de abrigo para pequenos répteis, anfíbios e outros animais. Deve ser cultivado em sol pleno e em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido. Tolera muito bem o clima subtropical ou temperado, podendo perder as folhas em um frio intenso, mas rebrota em seguida na primavera. Sua floração é uma espécie de espiga amarela.​​

Maranta-cinza | Ctenanthe setosa

A Maranta-cinza é uma herbácea, suas folhas são elípticas com textura brilhante e maleável, de fundo verde-prateado e listras verde escuras e sua parte inferior possui um tom arroxeado. Ela é nativa da América do Sul, aceita luz difusa ou meia-sombra e é do clima Equatorial, Subtropical e Tropical. 

Araçá | Psidium cattleyanum

Árvore de origem no leste da América do Sul, de copa arredondada, altura entre 3 a 10 metros. Suas raízes são longas e profundas e o tronco geralmente é torto com casca  lisa de cor castanho-avermelhada escura, que vai se soltando em pedaços. Quando a árvore é mais jovem, a casca tem uma cor verde-amarelada. As flores dessa árvore são brancas, têm 5 pétalas e vários pistilos (parte central da flor). Suas flores são hermafroditas, ou seja, possuem tanto partes masculinas quanto femininas e florescem geralmente entre outubro e dezembro a depender da região. Possui frutos comestíveis de forma redonda e cor amarela, que podem ser colhidos de setembro a março.

Palmeira Jerivá | Syagrus romanzoffiana

Também conhecido como coco-babão, o Jerivá é de porte grande e nativo do Brasil. As inflorescências aparecem durante todo o ano, formando cachos pendentes que são grandes e ramificados, com pequenas flores de cor amarelo-creme. As inflorescências atraem várias espécies de abelhas, enquanto os frutos são avidamente consumidos por maritacas, papagaios, caturritas e esquilos. No seu habitat natural, também chamam a atenção de cachorros-do-mato e raposas.

ENTORNO IMEDIATO

Clique nas imagens para saber mais sobre cada um dos edifícios que compõem o entorno da praça!

Fotografias: Equipe do Observatório do Espaço Público.

PASSEIO VIRTUAL

Se você está andando pela praça, escute nosso podcast  e siga os pontos marcados no mapa:

Se você está em um passeio online, fique à vontade para ouvir o podcast enquanto explora os ícones no mapa abaixo para continuar a descobrir a Praça General Osório!

Carlos Gomes
00:00 / 15:18
Ativo 3_2x.png
MAPA_CARLOSGOMES_edited.jpg

Mapa: autoria própria com base em dados do IPPUC

Fotografias: Equipe do Observatório do Espaço Público.

Fotografias

Este material também está contido em um folheto que você pode baixar e imprimir clicando aqui:

Equipe: Amanda Diniz,, Bruna Evelin da Silva, Geovanna Fogaça, Leonardo Singer, Nicole Floriano, Sofia Freitas, Alessando Filla Rosaneli

unnamed (1).jpg
unnamed.png
unnamed.jpg
images (1).jpg
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube
  • LinkedIn - Black Circle
mendeley redondo.png

© 2026 - Universidade Federal do Paraná - Observatório do Espaço Público

bottom of page